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Coleções

O acervo do Museu do Vidro, reunido de forma um pouco sistematizada desde finais dos anos 80 (pela Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial - APAI), começaria a constituir-se em meados de 1992/1993, após o encerramento da Fábrica Escola Irmãos Stephens (FEIS), durante o processo de separação do património industrial do património histórico, embora já desde o princípio do século XX, pela mão de algumas individualidades ligadas à Nacional Fábrica de Vidros – Fábrica Escola Irmãos Stephens, se tenha começado a constituir um fundo de peças da produção da NFV/FEIS que teriam como fim a criação/integração num museu.
A principal coleção que o Museu do Vidro recebeu e que serviu de base à sua instalação foi a proveniente da FEIS, consignada em regime de comodato pelo Estado português à CMMG, tal como consta no protocolo assinado em 11 de julho de 1994, no qual aquele cede à segunda o acervo museológico - designadamente, peças de vidro, mobiliário, maquinaria, livros e documentação. É ainda incorporada uma pequena coleção recolhida em finais dos anos 80 pela APAI das fábricas IVIMA, Dâmaso, Lusitana e Manuel Pereira Roldão.

O acervo é assim constituído por coleções de vidros de manufatura portuguesa desde meados do século XVII/XVIII à atualidade, de centros de fabrico nacionais (Oliveira de Azeméis, Marinha Grande, Ílhavo, Lisboa) com maior expressão para a Marinha Grande; Documentação diversa e arquivos fabris; Utensílios e Ferramentas para fabrico de vidro; Máquinas e Moldes.
Possui ainda uma coleção de arte contemporânea em vidro que resulta, em grande medida, de algumas iniciativas que o museu tem vindo a promover ou nas quais colabora.
Esta coleção começou a ser constituída em 1999, através de ofertas de obras de vários artistas portugueses e estrangeiros ao museu, assim como com através de aquisições.
Nos últimos anos, a coleção tem vindo a ser completada - quer com as aquisições e doações, quer com a incorporação de primeiros prémios e menções honrosas atribuídas no âmbito das bienais de artes plásticas da Marinha Grande - e assume um incentivo ao desenvolvimento desta área artística/vidreira.

A Câmara Municipal da Marinha Grande (CMMG) tem também vindo a procurar alargar o âmbito e a representatividade da coleção de vidros industriais do museu, através da aquisição de bens culturais e da aceitação de doações de particulares, segundo a politica de aquisições e incorporações definidas no Regulamento do Museu do Vidro.
Paralelamente, tem vindo a aceitar depósitos de bens culturais, na perspetiva de colmatar lacunas existentes no que diz respeito ao âmbito e representatividade da exposição permanente, sendo uma das principais preocupações a respetiva substituição por exemplares da propriedade da CMMG/MV.
Deste modo, o acervo do museu do vidro tem vindo a desenvolver-se nas várias áreas da produção vidreira, com o objetivo de representá-la em temos artísticos, industriais e artesanais nas suas múltiplas utilizações e tipologias.
As coleções existentes abrangem os vidros, testemunho da produção de determinados centros de fabrico/fábricas nacionais, épocas e estilos de produção, tipos de técnicas de fabrico e decoração, bem como tipologias de uso; as máquinas e ferramentas utilizadas nos processos de fabrico e decoração; os arquivos correntes de fábricas; os catálogos e desenhos de produção, e outra documentação relacionada com a produção em si mesma; a indumentária e objetos de uso quotidiano dos profissionais ligados ao vidro, com significações culturais e sociais:
A constituição do acervo tem assim como objetivo a documentação da indústria vidreira portuguesa nas seguintes tipologias:
A produção vidreira:
a) Industrial; artística-industrial; industrial-artesanal; artistica-artesanal; artística-artes plásticas.
b) Aspetos históricos, económicos, sociais, antropológicos, culturais.

 

 

Fonte: Programa Museológico do Museu do Vidro – 2006/2007.